
Chamaram-lhe “Ne Oublie” – não esqueças. Tinha que ser esse o nome. É um nome estranho para um vinho. É um nome estranho para um vinho do Porto, mas não fazia sentido mais nenhum.
Foi no início do século passado que a família Symington adquiriu este vinho do Porto, datado de 1882, o mesmo ano em que Andrew James Symington chegou a Portugal para trabalhar na W. & J. Graham’s. Três cascos muito especiais –guardados entre os entre os milhares que se encontram hoje na Graham’s –que agora foram seleccionados para escrever mais um capítulo da história da marca e da família. Um, decidiu a família Symington engarrafá-lo. Os outros dois ficam guardados para as próximas gerações. Chamaram-lhe “Ne Oublie” – não esqueças – , o lema da família Graham’s, e são 656 garrafas numeradas. São 656 garrafas de um vinho que, ao longo dos tempos, tem sido acarinhado por gerações de enólogos, tanoeiros e mestres de armazém das Caves 1890 da Graham’s e que agora vê a luz do dia.
As garrafas, são decanters em cristal soprado, feitos à mão por mestres vidreiros da fábrica portuguesa Atlantis e decoradas com um colarinho de prata assinado pelos artesãos escoceses da Hayward & Stott. O decanter, que copia forma de bolbo clássica das garrafas do século XIX, apresenta-se por sua vez numa caixa em couro e camurça, feita à mão pelos artesãos da Smythson de Bond Street. Um ‘packaging’ de luxo para um vinho de Porto a que chamaram “Ne Oublie” e que é impossível esquecer. IQ
