
Vivesse Cleópatra nos dias que correm e, quem sabe, ao invés de leite de cabra utilizaria caviar nos seus banhos de beleza. A ideia ainda não saiu do papel, já que o valor orçamentado de 2,5 mil milhões de euros (3,3 mil milhões de dólares) não está reunido, mas promete materializar-se no Cazaquistão. O “spa de caviar negro para verdadeiros ‘gourmands’” será uma realidade que o Kazakhstan’s Kenderli Resort irá oferecer quando abrir as portas, dentro de alguns anos. O objectivo é claro: atrair hóspedes com muito poder de compra, em particular magnatas russos, os mais próximos da região, mas também tem como alvo turistas da Ásia Central, Turquia e Médio Oriente.
O projecto é ambicioso e definido por frases como "um soberbo ‘resort’ do século XXI" e "o destino perfeito para turistas nacionais e internacionais, gerando riqueza para a região”. No entanto, apesar do interesse demonstrado por investidores iranianos, ainda não há fundos recolhidos, de acordo com o Ministério do Comércio e Investimento do país.
Actualmente, os países produtores de caviar estão situados à volta do Mar Cáspio, o maior lago salgado do mundo, e são a Rússia, o Arzebeijão, o Turquemenistão, o Cazaquistão e o Irão. O esturjão provém principalmente das águas geladas do Cáspio e do Mar Negro e as ovas são classificadas em três tipos: Beluga, Ossetra e Sevruga. As primeiras são as mais caras e o tamanho das ovas maior. Apresentam uma cor entre o cinzento claro ao mais escuro. As Ossetra são um pouco mais pequenas e a cor entre o amarelo acinzentado e o ocre. Já as Sevruga apresentam os ovos de peixe mais pequenos e o caviar é o mais escuro, de cinza médio a preto.
Fica a dúvida: num ‘spa’ que pretende ser o melhor dos melhores, qual o tipo de caviar que será apresentado? CSB