Segunda-feira, 29 de Setembro de 2014
29.09.2014 - Por Fora de Série, às 17:00

 

"Chego no barco particular do hotel à “porta d’aqua” original do palácio. Era por esta porta com acesso directo ao Canal Grande que, desde o século XVI, chegavam de gôndola as visitas mais importantes. O Aman (e um número reduzido de hotéis em Veneza) fez questão de recuperar esta tradição – uma entrada memorável, diga-se.

No varandim principal, vêem-se apenas as bandeiras de Itália e de Veneza. Não existe qualquer sinalética a dizer Aman. Aqui ou em qualquer outro lugar.

 

 

Quando piso o chão de mármore rosa e branco do ‘hall’ de entrada sinto-me a viajar no tempo. O pé direito altíssimo, o tecto em madeira antiga que parece acabado de colocar, uma gigantesca lanterna (oferecida às famílias venezianas que participaram na batalha de Lepanto em 1571), e os bustos de mármore de membros da família Papadopoli dizem-me que estou num lugar especial, e não a fazer o ‘check-in’ num hotel, até porque, como é típico dos Aman, não há vestígios de uma recepção tradicional. Dão-me as boas-vindas como a um convidado de honra, e conduzem-me à escadaria principal e ao Piso Nobre, onde mármores, frescos, painéis de madeira, querubins dourados, cornijas ornamentadas, estuques e sedas se conjugam na perfeição.

 

 

O palácio é lindo, intemporal. Tudo é antigo e original, mas ao mesmo tempo tudo parece novo e actual. E, ao contrário de outros hotéis históricos, aqui os espaços não foram divididos para maximizar o número de quartos. As principais áreas comuns do hotel – as três salas de refeições (abertas ao público), o bar, as salas de estar do segundo piso (de acesso restrito aos hóspedes) e a biblioteca – ocupam a quase totalidade dos três andares do edifício principal, com um pé direito de vários metros, enquanto a maioria dos 24 quartos (e o spa) se situa na ala construída pelos Papadopoli no século XIX.

Todos os quartos são diferentes. Uns têm vista para o Canal Grande, outros apenas para os jardins (sim, o hotel tem dois jardins privados), mas cada um tem uma característica especial: sejam frescos no tecto, painéis de madeira, uma lareira ou um impressionante lustre de Murano. As áreas são generosas e algumas das lindíssimas casas-de-banho (modernas e funcionais) dariam um bom cenário para uma festa..." Catarina Palma

 




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