
Dos tempos em que o acesso aos socalcos era penoso e a subida do rio Douro perigosa, a história da adega da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo conta dois séculos e meio. Tempos que são contados no livro “250 Anos de Histórias”, de José-Braga Amaral, agora lançado.
A Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo foi adquirida pelo Grupo Amorim em 1999 e tem Luísa Amorim como responsável dos 120 hectares debruçados sobre o rio numa linha de um quilómetro e meio. No entanto, a propriedade é muito anterior a 1764. De acordo com documentos históricos, esta terra foi pertença da Casa Real Portuguesa e o primeiro proprietário datado de 1725. Na época, a adega vinificava mais de 3.500 pipas de vinho, de parcelas e quintas vizinhas, pelo que integrou a primeira demarcação da região. Neste período anterior às exportações para o mercado britânico, a subsistência dos habitantes era assegurada pela produção de azeite e fruta, até ao século XVII, e após a epidemia de filoxera, pelo cultivo do tabaco e sumagre (especiaria resultante de umas bagas vermelhas muito usada na cozinha árabe para dar acidez aos pratos). Os Rabelo desciam o rio com produtos agrícolas para vender e no regresso carregavam mantimentos, entre os quais sal e peixe do mar.
Consta que a canção popular “As pombinhas da Catrina” estará relacionada com a Quinta Nova. Mas para o descobrir, o melhor será comprar o livro, mediante reserva na através do email quintanova@amorim.com. Próximo do Natal estará também disponível uma garrafa comemorativa serigrafada de Colheita Unoaked 2011 - o vinho mais vendido em todos os mercados -, disponível em garrafeiras. CSB